Os documentários inscritos na mostra são resultados de dois projetos desenvolvidos pela SSL, nos estados do Acre e de Pernambuco, intitulados: Saúde Indígena e Controle Social - Uma Investigação Participativa no Acre (IPAC) e Saúde e Cultura Pankararu. Os vídeos serão exibidos nos dias 20 a 24 de setembro, no 7º Congresso Brasileiro de Epidemiologia em Porto Alegre.
“Fala Txai: Os índios e a Saúde no Acre” é um documentário que ecoa das regiões dos Rios Purus e Juruá, na selva amazônica. Nele, suas lideranças discutem sobre a atual política de saúde indígena, desenvolvida pelo Estado brasileiro, nas aldeias do Acre e do sul do Amazonas. Esse processo aconteceu em duas oficinas para aperfeiçoamento em estratégias de empoderamento para conselheiros e lideranças para atuação no controle social na saúde, realizadas pela ONG Saúde Sem Limites/RED RAICES, nos anos 2006 e 2007. Txai é uma expressão entre indígenas e significa irmão.
“parteiras pankararu” é um vídeo produzido no sertão de Pernambuco, onde um grupo de parteiras e aprendizes da comunidade indígena Pankararu participa de um curso de atualização, cujo objetivo principal é o estímulo e a revitalização de suas atividades. O curso propõe uma linguagem por meio do qual o aprendizado acontece através da rica troca entre saberes tradicionais e saberes científicos, tratando de temas relativos á gravidez, parto e pós-parto, tendo como base a fisiologia e a humanização da assistência. Além desta vivência, o vídeo mostra parte do contexto cultural onde vivem estas mulheres e a participação da comunidade no reconhecimento deste trabalho, fortalecendo a auto-estima de todas as envolvidas e o fortalecimento da cidadania. Para as mulheres da etnia Pankararu a valorização das parteiras locais é de grande valor, pois significa uma real opção de escolha do local do parto e a possibilidade segura de dar a luz no domicílio, assim como faziam suas antepassadas. Fruto da demanda das mulheres e da parceria da Associação Saúde Sem Limites com a Pfizer, este trabalho contou com o apoio do Ministério da Saúde, Grupo Curumim, Fundação Nacional de Saúde e Rede Humanização do Parto e Nascimento.