Amazonas
Terra Firme
Desde 2002 a Saúde Sem Limites (SSL) desenvolve projetos integrados a RED SIAMA (Rede Saúde Indígena na Amazônia) com objetivos voltados para o desenvolvimento de recursos humanos para atuar em contextos de interculturalidade e nas questões de mulher indígena e gênero. Em 2007, uma das atividades desenvolvidas foi a realização do levantamento da situação de mortalidade de mulheres indígenas em idade reprodutiva do Alto Rio Negro, incluindo os casos de morte materna. A importância dessa atividade está justamente pautada na iniciativa de sistematizar as informações epidemiológicas e demográficas, meio essencial para retirar os povos indígenas da invisibilidade.
Diagnóstico participativo entre os Hupd'äh
Nos meses de setembro e outubro de 2007, foram realizadas oficinas com comunidades Hupd’äh . Nas oficinas de artesanato, partindo do aprendizado das técnicas necessárias à construção dos instrumentos de trabalho, os participantes refletiram sobre suas relações com o meio ambiente, com os comerciantes e com a transmissão do saber tradicional. Já as conversas com os mais velhos permitiram o contato com toda a magia e equilíbrio que havia nos “sítios velhos”, quando as aldeias eram pequenas, havia muita festa e tinha-se pouco contato com os brancos. Baseando-se nos relatos, os participantes construíram coletivamente mapas que descreviam o território Hupd’äh e o processo de sedentarização. No debate, os participantes comparam a vida dos antigos à vida atual, e a vida em comunidades pequenas àquela das grandes aldeias. Por fim, o papel de cada instituição que trabalha com os Hupd’äh foi discutido. Além disso, em todas as comunidades a equipe, Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e professores realizaram entrevistas para compor um levantamento sobre atividades de trabalho, consumo alimentar, cidadania, demografia e pontos de vista sobre o processo de sedentarização.
Pernambuco
Saúde e Cultura Pankararu
Atualmente a SSL promove encontros dos quais participam parteiras e aprendizes. No mês de outubro, o encontro contou com a presença dos profissionais da FUNASA, que realizaram uma atividade sobre a tuberculose. Considerações positivas foram feitas pelas Pankararu sobre a participação do DSEI nos encontros. Foi realizada ainda uma avaliação a partir idéias e demandas foram levantadas para subsidiar o planejamento de novos encontros em 2008. Além dos encontros, a equipe da SSL tem trabalhado na elaboração de uma planilha de dados que prioriza a análise e o aprimoramento das informações existentes no banco de dados das gestantes Pankararu atendidas de 2005 a 2007. Para tanto, foram conferidos os dados de cada uma das mais de 40 gestantes e realizadas, também, diversas incursões a campo com a ajuda de Agentes Indígenas de Saúde e de Técnicos da FUNASA para a procura e análise destes prontuários e coleta de dados in loco.
Acre
Investigação Participativa no Acre
A II Oficina de investigação participtiva teve o objetivo de partir das análises realizadas pela equipe da SSL e das perspectivas das lideranças participantes para discutir o contexto do DSEI-Alto Juruá e ampliar a análise para o DSEI-Alto Purus e para as políticas públicas estaduais no Acre. Além disso, pretendeu-se oferecer às lideranças indígenas participantes das instâncias de controle social informações e materiais desenvolvidos pela SSL para apoiar e fortalecer a sua atuação nestas instâncias. A II Oficina possibilitou também que as prioridades de ação e as articulações interinstitucionais necessárias fossem identificadas e apresentadas aos representantes dos órgãos públicos responsáveis para a pactuação de futuras estratégias de colaboração entre a SSL e o Movimento Indígena em prol do fortalecimento da participação e do controle social no Acre.